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DANÇARINOS DE BENTO CELEBRAM O DIA INTERNACIONAL DA DANÇA

Nesta quinta-feira (29) é celebrado o Dia Internacional da Dança, uma das manifestações artísticas mais dinâmicas e antigas da humanidade. O 29 de abril foi escolhido como Dia Internacional da Dança em homenagem a data de nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), um mestre do balé francês. Com o intuito de homenagear os profissionais de Bento Gonçalves que fazem a diferença através desta Arte, conversamos com alguns dos dançarinos do município sobre suas carreiras e história e dando dicas para quem sonha em praticar a dança.

 

Moacir Corrêa (Moa), 59 anos, tecnólogo em dança, como é mais conhecido por amigos e alunos, é um dos dançarinos de maior destaque na região. Ele iniciou nas artes em meados da década de 1970, onde começou a fazer teatro e dança. Naquela época eu praticava uma dança intuitiva, como o funk de James Brown e Jackson Five. Na década de 1980 começou com uma dança mais técnica e acadêmica. Entrou numa escola de arte, onde aprendeu dança contemporânea, jazz, dança africana e ballé. Nessa escola foi convidado para participar de um espetáculo. No início dos anos 1990 conheceu Cecy Franck, Mestre em Dança Moderna. Ela o convidou para dar aulas particulares na casa dela. Em seguida começaram a pesquisar outras danças, o que o motivou a fazer incursões ara outros lugares.

 

“A dona Cecy também me incentivou bastante para viajar e buscar mais informações sobre dança. Formamos o Centro Integrado de Artes Cênicas, espaço para trabalhar com crianças. Ele permaneceu no centro da cidade por uns 9 anos. A dança é algo inspirador pra mim. Eu comecei na dança e ela me levou para conhecer pessoas importantes e me motivo a fazer diversos cursos diferentes de diversos ritmos. Também me possibilitou conhecer outros países, de levar meu trabalho para outros lugares, buscar outras informações de pessoas mais graduadas. Hoje o que tenho e o que sou devo a dança. Eu não sei o que seria se não fosse um artista”.

 

A vida de Moa está entrelaçada com a dança e com o cenário artístico de Bento Gonçalves. “O Bento em Dança é um festival imprescindível para a nossa cidade, porque ele traz dançarinos e bailarinos e a possibilidade de conhecer e ter contato com profissionais de alta competência, e com informações importantes para a nossa área. Eu diria que o Bento em Dança foi uma graduação pra mim, porque eu comecei como aluno no festival, e, logo em seguida, ajudei a dona Cecy Franck a dar oficinas. Hoje eu sou convidado pelo festival para ministrar aula de dança moderna de Martha Graham, e fico muito lisonjeado de participar da história do festival Bento em Dança”.

 

A paixão de Moa pela dança é externada nas palavras e no incentivo para quem pensa em iniciar esse estilo de arte. “Para dançar basta querer, todo mundo dança, e no momento que movimentamos as pernas, caminhamos, é só questão de organizar os passos, porque todo mundo dança. Se a pessoa consegue se movimentar e andar, consegue dançar também. É só uma questão de se concentrar”, salienta.

 

 

O hip hop de Pedrinho

 

O dançarino de break, Pedrinho Festa, 32 anos, do Coletivo Nest Panos, teve o primeiro contato com a cultura hip hop aos 12 anos. Ele foi um dos alunos de Moacir Correa, mas foi na rua que a dança, de fato, ganhou importância em sua vida. Naquela época tinha o hábito de dançar nas praças como forma de passar tempo. Aos poucos foi aperfeiçoando os movimentos e ganhando destaque entre os dançarinos de sua idade. Aos 17 anos realizou a primeira viagem fora do Estado para participar de um evento voltado à dança.

 

“Eu comecei a dançar através de um primo meu, por volta de 1999. Tínhamos o hábito de dançar nas festas. Eu não levava muito a sério, até que um dia eu troquei de escola e aos 12 anos queria treinar mais sério. A partir disso comecei a dançar todos os dias, e treinando novos movimentos. Eu praticava muito nas praças da cidade, criando o hábito de ir sempre que podia para dançar e me aprimorando cada vez mais. Com 17 anos eu fui para Curitiba num evento de dança”, conta.

 

Para Pedrinho dançar é uma questão de “querer” e ser “você mesmo”. “O conselho que dou para quem está pensando em começar a dançar, para quem quer fazer aula ou iniciar carreira é não se comparar ao aprendizado do colega, porque cada corpo e mente de cada pessoa carrega uma história. O que eu sugiro é buscar ser você mesmo. É bem mais prazeroso quando conseguimos expressar realmente quem somos”.

 

 

Lisiane Mazetto

 

 

A dança traz conhecimento e também bem estar para o corpo. Um dos estilos mais procurados para aprender é a Dança de Salão. Em Bento Gonçalves a dançarina Lisiane Mazetto, 38 anos, é referência no assunto. Lisiane é graduada em Educação Física pela Unisinos, pós-graduada em Dança com ênfase em Dança de Salão pela Famec-PR, além de ser especialista em Gestão de Escola de Dança, com várias especializações para professores de dança de salão.

 

 

“A dança tem um significado muito amplo na minha vida e acredito que muitos que vivem dela também sentem isso. Além de ser um trabalho que há 22 anos me sustenta, que fez com que eu conseguisse muitas das coisas que eu quis, por exemplo, abrir a escola e ter uma equipe, faz com que eu sinta um grande bem- estar. A prática da dança sempre me motivou a seguir em frente no meu dia a dia, gerou mais auto conhecimento, amor próprio, empatia com o próximo”.

 

 

Assim como muitos dançarinos, Lisiane teve ainda na infância o primeiro contato com a dança. “A minha história com a dança começou com 5 anos, quando comecei a fazer balé. Com 15 anos comecei a fazer curso de Dança de Salão. No mesmo período comecei a faculdade de Educação Física e busquei conhecer a dança de salão com mais profundidade. Em 2003 fui ao Rio de Janeiro, passei um tempo conhecendo todas as modalidades de Dança de Salão. Voltei ao Rio Grande do Sul. Naquela época eu ministrava aulas em clubes e academias da região, além de ensinar dança aeróbica”, recorda.

 

Lisiane acredita que a dança tenha passado por um processo de mudança nesse período de pandemia. “Na atualidade, diante da pandemia existe um movimento forte na minha vida e na Dança de Salão em geral. É um resinificado. Da dança ser mais integrativa, fazer com que a dança tenha um sentido de cura na vida das pessoas. E tem sido muito gratificante e engrandecedor a pesquisa junto à dança”.

 

 

Ainda, em homenagem ao Dia Internacional da Dança, a Secretaria de Cultura por meio de sua rede social Facebook (@culturabento) promove a 4ª Mostra Virtual de Dança, que compreende vídeos de dança do Edital Cultura Solidária. Assista a 4ª Mostra de dança Virtual. 

 

Confira os nomes dos dançarinos

 

Pedro Festa

Aline Todeschini

Rafael Fronza Pires

Renata Zanchettin

Rita da Silva Bruço

Rodrigo dos Santos

 

Confira o Podcast da matéria 

https://anchor.fm/podcastbento/episodes/Dia-Internacional-da-Dana-evu9nh 

 

Assessoria de Comunicação Social Prefeitura 

Fonte: bentogoncalves.rs.gov.br

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